Como escolher quem vai fazer o site da sua empresa? Comece por critérios que você consegue verificar antes de contratar: portfólio real, clareza do escopo, responsabilidades, propriedade de domínio e acessos, prazo, suporte e adequação ao que sua empresa realmente precisa.

Preço e aparência importam, mas sozinhos dizem pouco. Um orçamento menor pode resolver perfeitamente uma necessidade simples. Um orçamento maior pode fazer sentido quando existe mais conteúdo, mais páginas, integrações ou responsabilidades envolvidas. O problema aparece quando propostas diferentes são comparadas como se estivessem entregando exatamente a mesma coisa.

A resposta curta

Escolha quem consegue mostrar o que já fez, o que vai entregar, o que precisa de você, o que ficará sob controle da sua empresa e como será o pós-publicação. Quanto menos disso depender de interpretação, melhor você consegue comparar.

Antes de avaliar fornecedores, defina o que o site precisa resolver

Uma empresa pode procurar um site por razões bem diferentes.

Talvez precise apresentar serviços de forma mais profissional. Talvez queira ter uma página própria para enviar depois de uma indicação. Talvez esteja começando a investir em Google e precise de um destino melhor para quem pesquisa pela empresa. Ou talvez precise organizar vários serviços, unidades, conteúdos e formas de contato.

Se esse objetivo não estiver minimamente claro, qualquer comparação de fornecedor fica fraca. Um profissional pode propor uma página única. Outro pode propor dez páginas. Um terceiro pode sugerir uma loja virtual ou uma estrutura muito maior. Sem saber o problema que precisa ser resolvido, você corre o risco de comparar tamanhos em vez de soluções.

Nosso guia sobre como contratar a criação de um site profissional aprofunda essa etapa. Aqui, vamos assumir que sua empresa já decidiu criar o site e agora precisa escolher quem vai fazer.

1. Analise o portfólio como cliente, não como designer

Portfólio é uma das evidências mais fáceis de verificar porque você não precisa acreditar no discurso do fornecedor: pode abrir os projetos e navegar.

O primeiro impulso costuma ser olhar se o site é bonito. Vale ir além.

Abra alguns trabalhos publicados e tente responder:

  • em poucos segundos fica claro o que a empresa faz?
  • os serviços estão fáceis de entender?
  • o site funciona bem no celular?
  • é fácil encontrar como entrar em contato?
  • as páginas parecem diferentes entre clientes ou apenas mudam cor e logo?
  • o conteúdo parece coerente com cada negócio?

Esses testes aproximam o portfólio da experiência que seu próprio cliente terá.

O Google também recomenda, em suas orientações de páginas de destino, que sites sejam rápidos, compatíveis com dispositivos móveis, simples de navegar e facilitem o contato. Isso não significa que seguir essas práticas garanta vendas ou posições no Google; significa apenas que são critérios objetivos de experiência que você consegue observar no portfólio.

2. Veja se a proposta explica o escopo sem depender de interpretação

Uma proposta boa não precisa ser enorme. Precisa deixar claro o que está sendo contratado.

Procure respostas para questões práticas: quantas páginas ou seções entram? Quem organiza os textos? Quem fornece as imagens? Formulário está incluído? Versão mobile faz parte? Publicação está incluída? Quantas rodadas de ajustes existem? Existe suporte depois?

Quando esses pontos ficam vagos, dois fornecedores podem parecer equivalentes no papel e entregar experiências muito diferentes.

Isso é especialmente importante quando os preços estão distantes. Como mostramos no artigo sobre quanto custa criar um site profissional, a palavra “site” cobre escopos muito diferentes. Antes de perguntar qual proposta está cara ou barata, confirme se as duas estão resolvendo a mesma necessidade.

Um bom teste

Depois de ler a proposta, você deveria conseguir explicar em uma frase: “Por esse valor, minha empresa recebe isto; eu preciso fornecer aquilo; e depois da publicação fica assim.”

3. Descubra o que realmente fica sob controle da sua empresa

Esse ponto costuma receber pouca atenção na contratação porque parece técnico. Na prática, é uma decisão de propriedade.

O domínio é o endereço da empresa na internet. No caso de domínios .br, o Registro.br diferencia o titular e os contatos responsáveis pelo domínio. Para pessoa jurídica, o próprio Registro.br orienta que o contato do titular pertença à empresa ou organização.

Por isso, vale perguntar antes de fechar:

  • em nome de quem o domínio será registrado?
  • quem terá os acessos de domínio e hospedagem?
  • qual e-mail ficará como contato e recuperação?
  • se a relação comercial terminar, o que continua sob controle da empresa?

Isso não significa que o fornecedor não possa ajudar a configurar ou administrar esses itens. Significa apenas que a titularidade e os acessos importantes precisam ser transparentes.

Se esse assunto ainda estiver confuso, explicamos a diferença entre esses elementos em domínio próprio e estrutura do site.

4. Avalie como o fornecedor transforma informação em uma página clara

Uma pequena empresa raramente chega com tudo pronto.

É comum existir um Instagram, algumas fotos, uma lista de serviços, mensagens de WhatsApp, informações no Google e conhecimento que está apenas na cabeça do dono.

Por isso, uma parte importante da escolha é entender como esse material vira uma apresentação coerente.

Você não precisa conhecer a ferramenta usada nem os bastidores técnicos. O que interessa é saber quem toma responsabilidade por organizar aquilo que o visitante precisa entender.

Pergunte, por exemplo, como serão definidos:

  • a mensagem principal da página;
  • a ordem dos serviços;
  • as informações de confiança;
  • o caminho até o contato;
  • o que será pedido da sua empresa para concluir o projeto.

Esse critério é particularmente importante para empresas de serviços, porque o site precisa explicar algo que não está em uma prateleira. Clareza costuma ser mais valiosa do que adicionar seções por adicionar.

5. Entenda quem é responsável por cada parte do projeto

Projetos atrasam ou ficam travados muitas vezes porque uma atividade que parecia óbvia para um lado não estava combinada com o outro.

Imagine que o fornecedor espera receber todos os textos prontos. A empresa imagina que os textos serão produzidos. Ou que o fornecedor espera fotos tratadas, enquanto o cliente acredita que basta enviar o Instagram. Nenhum dos dois necessariamente agiu de má-fé; faltou definir responsabilidade.

Antes de contratar, confirme quem cuida de:

  • textos e revisão;
  • imagens e materiais da marca;
  • domínio e hospedagem;
  • configuração de formulários e contatos;
  • aprovação de conteúdo;
  • publicação;
  • ajustes depois da primeira versão.

Quanto mais simples for o projeto, mais simples essa definição pode ser. Mas ela precisa existir.

6. Prazo só é útil quando vem acompanhado das condições

“Fica pronto em sete dias”, “em duas semanas” ou “em um mês” parecem informações objetivas, mas ainda faltam perguntas.

O prazo começa quando? O fornecedor depende de textos, fotos ou aprovações? Quantas rodadas de ajustes estão previstas? O prazo se refere à primeira versão ou à publicação?

Um fornecedor rápido pode ser ótimo para um projeto enxuto. Um projeto maior pode exigir mais tempo. O ponto não é procurar o menor número, e sim entender o que precisa acontecer para aquele prazo ser cumprido.

Essa clareza também ajuda sua empresa a se organizar. Se a demora depende de aprovação interna ou de conteúdo que ainda não existe, isso precisa entrar na expectativa desde o início.

7. Pergunte o que acontece depois que o site entra no ar

Publicar não encerra necessariamente todas as responsabilidades.

Vale saber se existe um período para corrigir problemas técnicos, quanto tempo dura o suporte combinado e como funcionam alterações futuras.

Não existe uma regra única para isso. Alguns fornecedores trabalham por projeto e oferecem um período de suporte. Outros têm contratos recorrentes. Alguns entregam o site e qualquer alteração posterior vira um novo serviço.

O importante é você saber qual modelo está contratando.

Também não confunda suporte com uma mensalidade obrigatória para “manter o site existindo”. Domínio, hospedagem, manutenção e serviços contínuos são coisas diferentes e podem ser organizadas de formas diferentes dependendo da solução.

8. Não escolha entre agência, freelancer ou serviço especializado pelo rótulo

Uma agência pode ser excelente ou ruim. Um freelancer pode ser excelente ou ruim. Um serviço especializado também.

O formato do fornecedor diz alguma coisa sobre a operação, mas não substitui os critérios anteriores.

Uma agência pode fazer sentido quando o projeto envolve várias disciplinas, equipe maior ou demandas simultâneas. Um profissional independente pode atender muito bem um projeto específico com comunicação direta. Um serviço especializado pode ser interessante quando a necessidade é bem definida e o escopo já foi simplificado.

Em vez de perguntar “qual modelo é melhor?”, pergunte:

Compare o que importa

Esse fornecedor consegue resolver a necessidade da minha empresa com clareza de escopo, evidência de qualidade, responsabilidades definidas e uma relação que eu entendo antes de pagar?

9. Preço entra na decisão depois que as propostas ficam comparáveis

É natural usar preço como filtro. O problema é colocá-lo na frente de tudo.

Se uma proposta custa R$ 1.000 e outra R$ 5.000, existem pelo menos duas possibilidades: uma está cobrando muito diferente pela mesma entrega ou, mais frequentemente, elas não estão oferecendo a mesma coisa.

Compare primeiro escopo, responsabilidade, quantidade de conteúdo, personalização, suporte, propriedade e complexidade. Depois olhe preço.

Isso também evita o raciocínio inverso de supor que o maior orçamento necessariamente representa o melhor fornecedor. Você pode pagar por uma estrutura que sua empresa simplesmente não precisa agora.

10. Faça estas perguntas antes de fechar

Você não precisa transformar a contratação em auditoria. Algumas perguntas bem feitas já eliminam muita ambiguidade:

  1. Qual problema esse projeto está sendo desenhado para resolver?
  2. O que exatamente está incluído no valor?
  3. O que minha empresa precisa entregar durante o projeto?
  4. Posso abrir alguns sites reais do seu portfólio?
  5. Em nome de quem ficam domínio e acessos?
  6. Quantas rodadas de ajustes estão incluídas?
  7. O prazo depende de quais informações ou aprovações?
  8. O que acontece depois da publicação?
  9. Existe algum custo recorrente obrigatório?
  10. Se eu precisar de algo fora do escopo, como isso é tratado?

As respostas não precisam ser iguais entre fornecedores. Elas precisam ser claras o suficiente para você saber o que está escolhendo.

Como a Sua Página Online se encaixa nesses critérios

A Sua Página Online foi desenhada para pequenas empresas que precisam de uma presença comercial profissional sem transformar a criação do site em um projeto grande.

Hoje trabalhamos com uma oferta de escopo definido: página comercial completa, adaptação para celular, organização da apresentação, formulário, WhatsApp, três rodadas de ajustes e 30 dias de suporte técnico após a publicação. O prazo padrão é de até 7 dias úteis, considerando o recebimento das informações necessárias.

O valor atual da oferta é de R$ 990, com R$ 495 na entrada e R$ 495 em 30 dias. Domínio e hospedagem são contratados pela própria empresa; nós orientamos essa etapa quando necessário.

Isso não significa que nossa solução seja adequada para todo projeto. Loja virtual, sistema, área restrita ou funcionalidades muito específicas pedem outro tipo de escopo.

Se a necessidade da sua empresa é apresentar melhor seus serviços, transmitir confiança e criar um caminho claro até o contato, você pode conhecer a nossa página de criação de sites para pequenas empresas e comparar a oferta usando exatamente os critérios deste artigo.

Referências consultadas